A coisa ficou preta
2025
Engenho Massangana ✶ Fundação Joaquim Nabuco
Curadoria: Jhonyson Nobre
Produção: ARTEPOFAGIA
Fotografias: Bárbara Agra
Em sua primeira exposição individual, Gleyson Borges revisitou sua trajetória artística propondo um percurso onde o gesto se afirma como ferramenta de comunicação direta e urgente. As obras reunidas transformam aquilo que pulsa por dentro em imagem, palavra, cor e textura, compondo um arquivo afetivo e político atravessado pela raça.
A exposição investigou como o corpo negro transforma o mundo à sua volta e como, em retorno, é moldado por ele. 
Entre lambe-lambe, intervenções, instalações experimentações materiais e outros meios, o artista busca o canal mais preciso para cada ideia, recusando uma linguagem única e entendendo a forma como extensão do conceito.
O conjunto apresentado revelou um trabalho que opera pela reorganização de imagens e signos já existentes, deslocando arquivos, referências e símbolos para produzir novas afirmações. Mais do que representação, as obras atuam como fricção: um gesto que tensiona narrativas consolidadas e provoca deslocamentos no olhar.

Obra 'Fuga', desenvolvida para a exposição e aplicada na parede lateral da casa grande

Instalada no espaço histórico do Engenho Massangana — território marcado por camadas profundas da formação social brasileira — a exposição tensiona memória, presença e ocupação. Realizar a primeira individual nesse contexto amplia o sentido político da mostra, transformando o espaço em campo de diálogo entre passado e presente.
Além da galeria expositiva, a exibição se estendeu por outras partes do engenho, sendo realizadas intervenções na parede lateral externa da casa grande e na fachada e área interna da capela.
Assistência de produção: Renata Ribeiro e Gilvania Pereira
Expografia: Adryele Sandes e Jhonyson Nobre
Identidade visual e projeto gráfico: Bartolomeu Rodrigues
Revisão textual: Karlisson Monteiro
Comunicação visual: Urbano Signs
Montagem: ARTEPOFAGIA + ArtMonta
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